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02/05/2009
ERLIQUIOSE CANINA
Dra. RACHEL BORGES RIBEIRO


Atualmente doenças transmitidas por carrapatos têm sido frequentemente relatadas e diagnosticadas em cães domésticos. A erliquiose canina é ocasionada por uma riquetsia infecciosa que possui ação nos elementos sanguíneos celulares.

O carrapato que parasita principalmente o cão é conhecido como : Rhipicephalus sanguineus, este é o vetor biológico, e pode veicular a doença apenas em um único contato com seu hospedeiro, podendo transmitir também a Babesia sp. e o Hepatozoon spp.

Estão relacionadas com a erliquiose canina: trombocitopenia (diminuição do número de plaquetas)associada com leucopenia, alterações nas enzimas hepáticas e renais. A trombocitopenia muitas vezes aparece como única alteração hematológica, podendo resultar em episódios hemorrágicos e dificultando o diagnóstico clínico.

Há necessidade de um histórico detalhado do médico veterinário, para que clinicamente a doença seja diagnosticada.

O quadro clínico normalmente inicia após dois meses do contato do cão com o carrapato infectado, aparecendo falta de apetite, vômitos esporádicos, diarreias contínuas e hipersensibilidade cutânea. A erliquiose leva o cão a uma grande queda de imunidade, permitindo que várias infecções se instalem no organismo. O exame hematológico detalhado da capa leucocitária deve ser solicitado pelo clínico veterinário, pois apenas desta forma conseguirá diagnosticar a presença de erliquiose sozinha ou associada à Babesia sp.

Atenção: o resultado negativo neste exame não tira a hipótese de o animal estar infectado em seu período de incubação, por isso, para precisão, há necessidade de experiência do médico veterinário com casos diversos.

Quando a doença aparece associada à Babesia sp. o caso é bastante grave: o animal normalmente precisa de transfusão sanguínea e tratamento com soro específico. Já a erliquiose canina é tratada com anitbióticos como : Doxiciclina por um período longo e protetor hepático associado: ou Azitromicina em dosagens predeterminadas, dependendo da evolução do quadro clínico do cão. Após o tratamento deve-se repetir o exame para detectar a estabilidade hematológica do cão.

A prevenção da erliquiose canina baseia-se no controle mensal dos carrapatos e visita de rotina ao médico veterinário.. Há grande importância em realizar testes em todos os cães que já tiveram contato com carrapatos, pois carreadores assintomáticos podem ser fontes de infecção contínua. Vale relatar que cães doadores de sangue devem ser negativos para Ehrlichia canis em dois testes sorológicos consecutivos feitos com intervalos de quatro semanas.

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Dra. Rachel Borges, médica veterinária - vet. rachel@gmail.com - PET ART - RJ - Tels.: (21)2527-1646/3217-1646 .


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